sexta-feira, 8 de agosto de 2008

A bomba de Patrícia Pillar


Sou conterrânea de Waldick Soriano, como sabe quem já leu meu perfil. Assisti a um show no ano passado na AABB de Piatã, Salvador, e aguardava com muita ansiedade o filme que Patrícia Pillar tinha feito sobre ele, amplamente divulgado pela mídia e pela própria autora. Finalmente, o IV Seminário de Cinema da Bahia nos presenteou, no último dia, com o tão aguardado filme. Vocês sabem que conterrâneo que se preza vai de renca prestigiar o artista famoso, ainda mais nesse caso, em que o homenageado está muito doente, em fase terminal mesmo, como se noticia, e lá fui eu com um monte de caetiteenses querendo ver como tinha sido essa provavelmente derradeira homenagem em vida.

O filme começou estranho, com uma atmosfera de passado, uma volta do artista à sua cidade natal num carro. Até aí se entendia, se estava querendo esse clima de passado, que as cores fossem meio mortas, para dar a impressão de imagem de arquivo.

O estranho é que o filme continua assim o tempo todo! Um artista "brega" como Waldick merecia uma fotografia mais vibrante, colorida, e não aquele desbotamento de filme antigo. E o som? Vocês lembram como era antigamente filme nacional? Aquele som horrível, onde você se esforça para entender o que os personagens dizem? Pois foi assim quase que o tempo inteiro.

Realmente, Waldick merecia uma despedida melhor e seus fãs também!

Lá da UTI de Fortaleza ele deve ter resmungado baixinho: "Eu não sou cachorro não!"

5 comentários:

Nilson disse...

Tô curioso pra ver o filme. Sabe que Waldick, lá pelos anos 70, fez um show em Brumado e esculachou Caetité? Tava de ovo virado com alguma coisa lá e aproveitou pra desabafar na casa do vizinho. Como caetiteense "de nascença", menino ainda, fiquei cismado com aquela apostasia. Mas depois entendi que era parte do show. Figuraça!

Nilson disse...

Tô curioso pra ver o filme. Sabe que Waldick, lá pelos anos 70, fez um show em Brumado e esculachou Caetité? Tava de ovo virado com alguma coisa lá e aproveitou pra desabafar na casa do vizinho. Como caetiteense "de nascença", menino ainda, fiquei cismado com aquela apostasia. Mas depois entendi que era parte do show. Figuraça!

Marcus Gusmão disse...

Waldick é parte de nossa memória sertaneja. Pra gente que conhece um pouco, o filme teria que ser muito bom pra convencer. Não fui ver, fiquei sentido, mas sempre desconfiei que não fosse grande coisa.

Socorro disse...

Também esperava coisa melhor. É mesmo um filme ruim. Interessante é que, no meio das gravações desse filme, ela fez um DVD de um show em Fortaleza que ficou bem legal.

cacos meus botoes disse...

Nilson e Marcus,
Assistam e depois me digam, sinceramente, o que acharam.
Socorro: ainda bem que vc concorda, fico me sentindo ranzinza às vezes!