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domingo, 16 de novembro de 2008

Voltage campeão


Festival é festival, cabeça de jurado é cabeça de jurado, por isso não adianta ficar discutindo resultado. O grande vencedor do Festival 5 Minutos foi o filme Voltage, dos pernambucanos de Olinda Willian Paiva e Fillipe Lyra. Uma animação tecnicamente bem feita e só. Primeiro, acho que deveria haver categorias: uma animação não poderia, a princípio, concorrer com um documentário ou uma ficção, são praias diferentes. Mais fofocas do Festival (que este ano teve até um ombusdman!) no site www.dimas.ba.gov.br

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Festival Imagem em 5 minutos

Começou ontem, segunda, e vai até sábado, o Festival de 5 minutos da Fundação Cultural, sempre um bom programa. Com abertura no ICBA, segue agora na Sala Walter da Silveira. Sábado conheceremos os premiados.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

A culpa é do Fidel


Um filme impactante e sensível está em cartaz em Salvador na Aliança Francesa. A história é linda, a interpretação da menina que faz a atriz é impressionante. Saí com aquela sensação de que a arte é realmente a grande saída para os males da humanidade.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007


Fui à premiação do Festival de 5 minutos, versão 2007, produzido pela DIMAS. O resultado, sempre questionado por alguns, teve menções honrosas e prêmios que variaram entre 3 e 10 mil reais. Graninha boa para quem normalmente rala muito para produzir alguma coisa de qualidade nesse país de tão pouco incentivo à cultura. Destaque para "Foram todos pra lua", "Veras", "Meninos", "Passo" (brilhante animação), "Pega, Mata e Come", de Carlos Pronzato, fazendo a devida justiça sobre o verdadeiro autor de Carcará, imortalizado na insuperável interpretação de Betânia. É senso comum atribuir-se a João do Vale a autoria, mas esse filme esclarece qualquer mal-entendido: o verdadeiro autor de "Carcará" é José Cândido da Silva, nascido em Puxinanã, povoado de Santana de Ipanema, nas Alagoas, mas criado em Aracaju, onde viu nascer seus filhos, e onde voltou a viver, depois de aposentado e de consagrar-se, no Rio de Janeiro, como autor de diversos sucessos musicais, alguns dos quais em parceria com o maranhense João do Vale, o que não foi o caso de "Carcará": José Cândido é o único autor de um clássico dos anos de chumbo, interpretado por Nara Leão e por Maria Betânia no espetáculo Opinião, um dos mais assistidos e aplaudidos da década de 1960, e que revelou a própria Betânia, o compositor Zé Keti e outros valores da MPB.
Pois bem, Pronzato, um cineasta argentino radicado na Bahia, foi quem, em 5 minutos, acabou de vez com esse equívoco assumido por muita gente que se diz entendida de MPB. Abocanhou um justíssimo terceiro lugar e o prêmio de 6 mil reais. Parabéns, Pronzato, o júri fez justiça, o que não podemos dizer do primeiro lugar, "Carro de boi", um documentário pouco criativo e que levou 10 mil reais. Mas festival é assim mesmo, subjetividade de jurado é igual a cabeça de juiz e de eleitor. Ninguém sabe o que virá.
O troféu, criado pelo artista plástico Peter Gutman, era uma alusão a um fêmur humano, referência ao homem de Neanderthal e a "2001: uma odisséia no espaço".

Parabéns aos ganhadores e a todos os 285 participantes de todo o Brasil.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

A loucura da arte de Peter Greenaway



Com a trilogia "As valises de Tulse Luper", Greenaway alcança o limite do improvável, do absurdo, do genial. A partir da vida de Luper, um eterno prisioneiro, conta-nos toda a história do século XX. Luper não se sentia estranho sendo prisioneiro, afinal, dizia ele, quem não é? Todos somos prisioneiros de alguma coisa, alguma pessoa, algum ideal. Ninguém é livre, esse é o pressuposto de Luper, um arquivista, arqueólogo e interessado em ciências naturais, que tem sua vida dissecada a partir de 92 valises. Do país de Gales para o deserto de Utah, EUA, para a Antuérpia, Bélgica, para a França, lá vai Luper, de prisão em prisão, de fronteira em fronteira, de idioma em idioma, vivendo tudo o que a vida tem para ser vivida. Esse trailler é uma pequena amostra do fantástico trabalho de direção de Greenaway. Vamos torcer para que chegue logo em DVD ou no circuito alternativo, já que a exibição na Walter da Silveira ficou prejudicada sem o último filme por motivos técnicos.

No http://adrulez.blogspot.com/ esse comentário atualíssimo, da recente presença de Greenaway no Brasil:

"Em São Paulo, onde esteve para o lançamento do Festival Internacional de Arte Eletrônica, o diretor brindou o público com cenas fortíssimas e reflexões inteligentes a céu aberto. E provou que existem muitas formas de se contar uma história sem precisar recorrer à cronologia, ao linear, e o mais impressionante: às palavras."

Segundo o cineasta, que já foi pintor: "O cinema como meio de comunicação de idéias está morto. A produção contemporânea é entediante. Em 10 minutos de filme já se sabe o que vai acontecer, como vai acontecer e de que forma vai terminar. A psiquê humana precisa de novidades. O cinema precisa desesperadamente ser reinventado, assim como qualquer mídia tem que se reinventar (...) Esses 112 anos foram apenas o prólogo do cinema."
Peter Greenaway
Mais detalhes no site http://petergreenaway.co.uk/tulse.htm
É filme para se ter em casa, e ver, e ver de novo, e ver sempre.