De portas abertas
As funerárias pequenas e grandes,
de portas sempre abertas
mesmo se as ruas estão fechadas,
ou se um velho passeia de mãos dadas
com sua neta,
ou um casal de senhores namora cedo
quando a manhã principia,
ou quando um cachorro passa com pressa
antes que se termine a via,
ou quando os pais levam seus filhos cedinho
para a escolinha ou o parquinho,
ou quando o sol começa a aguar
o sorvete da menina com um vestido azul,
ou quando a surpresa nos incomoda
ao nos depararmos com essas antigas lojas eternas,
a vender uma velha forma de se esconder a vida.
(Poema publicado no livro "As horas do mundo", edição esgotada). Publiquei Henrique Wagner inspirada no surpreendente poema de nilson pedro, do blag, que trata do mesmo tema, do inevitável tema, vida/morte, nilsonpedro.wordpress.com Visitem!
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domingo, 7 de outubro de 2007
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