De todas as coisas boas que aconteceram em SP a melhor de todas foi, sem dúvida, ter conhecido Gero. Como já disse, ganhamos uns convites sem nenhuma referência, e lá fomos nós para o teatro Tuca ver "Aldeotas" com Caco Ciocler (que pela excelente atuação no filme Olga, no papel de Prestes, merecia todos os créditos) e Gero Camilo. Pela foto do convite sabia q o conhecia, mas não sabia direito de onde, ao q me responderam: "Ele faz muito filme nacional, Carandiru, Bicho de Sete Cabeças, aquele do beijo na boca de Rodrigo Santoro"... e eu: "Sei...", sem coragem de assumir que não tinha visto nenhum dos dois filmes.
Resultado: o texto era de Gero Camilo, o protagonista era Gero Camilo e, para completar, Gero Camilo estava lançando um CD no fim do espetáculo. Claro q comprei (a prova é essa foto do autógrafo) e vou presentear pessoas sensíveis com uma copiazinha pirata feita em casa, Gero q me perdoe.
Perguntado sobre se iria viajar com a peça, Ciocler respondeu: "Bem que gostaríamos, mas não temos dinheiro"... Êta terrinha! Coisa de qualidade não tem patrocínio. Uma peça baratíssima, dois atores, nenhum cenário, facílima de ser levada para qualquer lugar e falta dinheiro...
A obra dele é tão original e profunda q me fez lembrar Manoel de Barros, o poeta pantaneiro. A peça é poesia pura e o cd, músicas dele e com parceiros, um canto de esperança.