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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Descobrindo Gero


De todas as coisas boas que aconteceram em SP a melhor de todas foi, sem dúvida, ter conhecido Gero. Como já disse, ganhamos uns convites sem nenhuma referência, e lá fomos nós para o teatro Tuca ver "Aldeotas" com Caco Ciocler (que pela excelente atuação no filme Olga, no papel de Prestes, merecia todos os créditos) e Gero Camilo. Pela foto do convite sabia q o conhecia, mas não sabia direito de onde, ao q me responderam: "Ele faz muito filme nacional, Carandiru, Bicho de Sete Cabeças, aquele do beijo na boca de Rodrigo Santoro"... e eu: "Sei...", sem coragem de assumir que não tinha visto nenhum dos dois filmes.
Resultado: o texto era de Gero Camilo, o protagonista era Gero Camilo e, para completar, Gero Camilo estava lançando um CD no fim do espetáculo. Claro q comprei (a prova é essa foto do autógrafo) e vou presentear pessoas sensíveis com uma copiazinha pirata feita em casa, Gero q me perdoe.
Perguntado sobre se iria viajar com a peça, Ciocler respondeu: "Bem que gostaríamos, mas não temos dinheiro"... Êta terrinha! Coisa de qualidade não tem patrocínio. Uma peça baratíssima, dois atores, nenhum cenário, facílima de ser levada para qualquer lugar e falta dinheiro...


A obra dele é tão original e profunda q me fez lembrar Manoel de Barros, o poeta pantaneiro. A peça é poesia pura e o cd, músicas dele e com parceiros, um canto de esperança.

domingo, 12 de agosto de 2007

Outros poemas/parede de hospício

Estive doente, doente de tudo.
Tenho os braços cansados, não posso escrever.
Doente dos olhos, doente da boca, doente do corpo,
dos nervos até.
Dos olhos que viram mulheres formosas,
da boca que disse palavras em brasa,
dos nervos manchados de fumo e café.
Estive doente, doente de tudo.
Tenho os braços cansados, não posso escrever.
Eu quero um punhado de estrelas maduras,
eu quero as doçuras do verbo VIVER!

(encontrado em uma parede de hospício)

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Outros poemas

Pensar que a gente cessa é íngreme. Minha alegria ficou sem voz.

Manoel de Barros, poeta pantaneiro.